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sábado, 5 de julho de 2014

SABORES DA INFÂNCIA

O fruto da jabuticabeira
O fruto das goiabeiras
O fruto das mangueiras
Os sabores infantis da natureza

Do pai, o bolinho de arroz
Da mãe, o bolo de fubá e o pudim de pão
Da avó, o minestrone
Os sabores infantis do amor.

Por que esses sabores são insubstituíveis?
Por que mesmo fazendo as mesmas receitas nada fica igual?
A mesma jabuticabeira está no quintal
Mas o seu sabor também não é igual.

Porque são lembranças infantis
Que junto delas vem o sorriso de alguém
Ou o abraço de alguém.
Não é simplesmente uma fruta ou saborosa comida.

Vem junto com tudo isso
O amor incondicional do ser amado.
As mãos que os faziam não está mais aqui
Para repetir os gestos de amor.

A arvore frutífera não tem mais o seu regar
A poda no tempo certo
A cana de açúcar não tem o seu canivete a esculpi-la
E o seu sabor também não é o mesmo

Mas as lembranças não param na infância
Vão para a idade adulta
Os sorrisos e os abraços
Os beijos e as declarações de amor.

Mas essas lembranças nos completam
Elas nos faz viver mais levemente
E quando algo ruim acontece
Elas nos acalentam e nos fazem caminhar mais suavemente.

2 comentários:

  1. O tempo passou e nada é igual.
    Os tempos são outros a serem vividos com amor e carinho igual.
    Hoje tem o regar do Angelo que sei que faz isso para não deixar morrer esta fruta que só ele aqui de casa saboreia com o gosto de D.Zelda e S.João.
    Os almoços de domingo que hora tem o tempero dele ou do Rodrigo ou meu ou seu. Mas, o importante que estes mesmos almoços não morreram, a gente preserva este costume tão bom de nos manter unidos e felizes!

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